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Prazer (pra todos nós!) Meu nome é Fabio Gouvêa, sou estudante de Arquitetura, nasci em 1988, moro no interior de SP, São José dos Campos.
Desde menor gosto de escrever, aos 14 anos escrevi um livro, já plantei uma árvore, só me falta um filho! Tenho gostos variados, por isso de um blog de variedades, curto muito pensamentos, reflexões e filosofias, por isso às vezes escrevo textos desse sentido.
Não gosto de rótulos e creio que por ter uma personalidade bem forte decidi criar o blog, afinal de contas, sou adepto à livre expressão e a divergência de opiniões. Não, eu não sou o dono da verdade! Mostre-me a sua, e se for capaz, me convença! Ponto de Vista Blog

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    07/04/2010

    Gramática no Tevere

    Desceu de sua condução esbaforido, logo avistou o Tevere e o segundo contato, após o vento lhe bagunçar os cabelos foi com aquela imagem, que era até então, só real nos livros.

    Os olhos se encheram, era uma emoção que brotava desde os pés e percorria-lhe todo o corpo, sem esquecer parte alguma. Tinha sido assim com o Sena.

    Caminhou um curto espaço e a imensidão de tudo aquilo era tal qual sua solidão, que batia no peito saudade apertada, doía por seus planos terem todos mudado de direção. Mas estava lá, mesmo que não como planejara com outrem.

    Aquele, por sua vez, nesse caso um pronome muito mais que demonstrativo, possessivo, compulsivo, ímpar e até egoísta, nada soube desses planos e talvez nunca saiba.

    Seus pensamentos estavam ligados ao outro, muito mais que só os pensamentos, seus projetos, sentimentos e até sua felicidade. Mas sabia que isso tinha que mudar, já havia se tornado uma fixação, de certa forma uma insanidade consigo e já faziam anos. O plural muda tudo nesse caso.


     

    Foto: Fabio Gouvêa


    Talvez esse tudo nunca mude. E apenas nessa linha, quebrou-se o medo de palavras que são fortes demais para serem ditas.

    Estava condicionado a pensar nele e em todas as suas frases de presente, dado, sem nada em troca. Mas ele lembrava toda vez de “have faith”, que lhe pesava como toneladas.

    E, em primeira pessoa, digo pra ter fé, apesar de não querer dizer isso. Não querer por muitos motivos. Mas se vale, e tudo na vida é válido até os tropeços, lutar pelo que almeja (com armas honestas) vale a pena, porque quanto tudo não valer mais, você saberá que enquanto valia, tentou. E o peso que incidia sobre ti, será um alivio. O Tempo é mestre rei, ainda que no plural.

    Sabe exatamente como é, e como ele se sentira agora, só não imaginava que a história fosse se repetir, mesmo que com outros personagens, que na verdade é uma pena. Tudo dói, principalmente o tempo, que pra ele agora, acaba de começar.  No Tevere, lembrou. Caminhou, limpou as lágrimas que insistiam em descer ao chão, lógico, por conta da gravidade. Os sentimentos, nesse caso, devem ignorados.


    Escrito por Fabio Gouvêa às 16:56
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