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Prazer (pra todos nós!) Meu nome é Fabio Gouvêa, sou estudante de Arquitetura, nasci em 1988, moro no interior de SP, São José dos Campos.
Desde menor gosto de escrever, aos 14 anos escrevi um livro, já plantei uma árvore, só me falta um filho! Tenho gostos variados, por isso de um blog de variedades, curto muito pensamentos, reflexões e filosofias, por isso às vezes escrevo textos desse sentido.
Não gosto de rótulos e creio que por ter uma personalidade bem forte decidi criar o blog, afinal de contas, sou adepto à livre expressão e a divergência de opiniões. Não, eu não sou o dono da verdade! Mostre-me a sua, e se for capaz, me convença! Ponto de Vista Blog

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    23/03/2009

    1 ano!

    Dia de Festa!

     

    Ontem o Blog completou 1 ano!

     

    * Farei apenas algumas postagens pra terminar a série de contos (parte 1 , parte 2), que eu havia começado, e por falta de tempo (ta bem corrido mesmo) eu não consegui dar seqüência. Estou levantando dados para prosseguir com a série, aguardem as próximas postagens!!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 16:25
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    20/03/2009

    Estações

    Trocando as Estações

     

    “Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas"

     

    Eu gosto do Outono, não mais do que o verão, mas aprendi a esperar e a ter paciência. Eu não vou conseguir mudar o ciclo para que o verão volte antes de outras estações. Já ouvi “Não misture as estações” e essa é a mais pura realidade.

    Já vivi um Outono perfeito, porque então me apegar ao verão? Quem sabe esse Outono não pode ser perfeito também?

     

    São apenas hipóteses, não quero reviver nenhuma estação, eu quero apenas tornar cada nova estação um pouco mais especial do que aquela que já passei. A paciência é uma virtude. Eu já estive errado em muitas coisas, mas tenho certeza plena daquilo que vivi naquele Outono passado, sei que foi bem rápido e logo houve o Inverno, mas nada que a Primavera não tivesse florescido e que depois o Verão não viesse acalentar.

     

    Todavia eu sabia que quando naquela outra estação me disseram da dependência, sobretudo a física estavam errados, eu tinha plena certeza disso, talvez esse fosse o pior absurdo com o qual me deparei, e de fato eu tentei enxergar essa dependência com as estações. Mas que bom saber que não era mesmo, ou não! Sei lá, o fato é que eu gosto mesmo de verão, não vou negar!

     

    Eu sei que o maior medo do Outono é o Inverno que você vai passar, porque esse fato é iminente, mas eu não me preocupo mais, eu espero, sem pressa, eu até entendo hoje! O carinho que eu nutria pelo verão é o mesmo, eu só não fico na expectativa que ele volte logo, porque sei que não cabe a mim mudar as estações, apenas, espero, sorrateiro, calmo, leve, porque quando chegar o verão, eu vou viver intensamente!

     

    Aprender com a paciência é bom! A humildade é uma das maiores virtudes, eu cresci, eu vivi e eu mesmo comprovei, não posso mudar o ciclo, tenho que viver a estação!

    Esperar não é tão ruim assim!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 11:43
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    13/03/2009

    Ringue de Jesus!

    Ringue de Jesus!

     

    E Jesus Cristo disse: “se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” e parece que eles levaram realmente ao pé da letra!

     

    Vou situar a vocês: A Igreja “Renascer em Cristo” promoveu, organizou, sei lá como se dá o nome disso!! Mas enfim, a igreja abrigou um campeonato de Vale Tudo com o intuito de atrair os jovens.

     

    Como se não bastasse os bispos fugindo do país com rios de dinheiro, o teto que cai literalmente sobra a cabeça dos fieis (dizem que no momento da pregação o pastor disse “que o teto caia sobre a minha cabeça se eu estiver mentindo”), brincadeiras à parte!

     

    Uma igreja que quer obrigar crianças a parir, a outra que quer promover luta livre pra atrair.

     

    Uma igreja milenar, a outra, nem saiu das fraldas.

     

     

    Acredito que deve ser humilhante pra quem estiver de lá de cima vendo tudo isso. Não levanto bandeiras em nome de nenhuma congregação, não estufo o peito carregando placas de nenhuma denominação, sabe por quê? Pelo simples fato de achar que não devo me emporcalhar com tudo isso.

     

    Na casa de Deus é lugar de ringue por acaso? De forma alguma, só alguns 3 ou 4 rounds. Mas fica alerta: não se pode beber ou fumar. Era o cúmulo se fosse liberado não é?! Eu nem perderia meu tempo procurando bares sábado à noite, pois veja só se Deus não ficaria contente: eu estaria me divertindo na casa dele, bebendo, fumando, vendo uma luta livre (que deve ser muito legal), tudo isso, por Deus e com meus irmãos em sua casa!

     

    Não fica até coerente demais? Acho que os anjos devem se depenar no céu, é por isso que todo mundo quer ir prá lá, foi daí que sai a denominação Peso Pena!

     

    Eu não tenho mais paciência! Eu acredito em Deus, mas não venha com seu liquidificador querendo me sugar pra carregar sua bandeira de igrejinha, por favor! Eu com meus pecados sou muito menos hipócrita do que esses que enchem a boca pra julgar os outros. Eu tenho a minha fé independente do nome, independente de como professo isso. Independente mais ainda, do que qualquer pessoa no mundo possa achar certo ou errado.

     

    Enfim, é cada absurdo que agente fica pasmo, é uma atrás da outra! Se bem que, pegar um ‘irmão’ que agente não vai muito com a cara, e em nome de Deus levá-lo ao ringue pra ver se atrai fiéis e arrebentar com o sujeito não seria má idéia. O problema é se a moda pega... Quem vai pagar o dízimo??

     

    Matéria na folha de Sâo Paulo CLIQUE AQUI


    Escrito por Fabio Gouvêa às 15:04
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    10/03/2009

    Nao comungo disso

    Excomungue-me também, não quero comer desse pão

     

    Indigna-me dizer que faço parte de uma igreja que quer obrigar uma criança de 9 anos (1,30m de altura) a ter gêmeos frutos de uma violência feita por seu padrasto.

    È hediondo uma Igreja tão anacrônica praticar atos tão ridículos em nome de Deus. Quem foi que disse que a inquisição acabou?

     

    Se por um lado não acabou, por outro, eu como fiel peço então à Madre Santa que venda à essa família indulgências, para que passa limpar-lhes seus pecados, onde é mesmo o caixa? Onde estará agora Alberto de Mogúncia arrecadando as indulgências afim de reformar a Basílica de São Pedro?

     

    Esqueci-me que acobertaram de mármore a maior igreja do mundo, com pinturas de artistas famosos, esculturas caríssimas, sem contar com todas as outras superfluidades que contém lá, pra que querem mais dinheiro?!

     

    Chega! Não vamos mais manchar o nome da bucólica vida de 2.000 anos da Madre Santa! A Idade Média já se encarregou de enxovalhar o quanto pôde, agora é hora de bancar a moralista perfeição ou a pecadora arrependida, mas que tem o direito de mudar.

     

    Chega mesmo! Vamos criar novos pecados capitais, mas eximam o Santo Padre, pois ele gosta de usar Prada com grandes cordões de ouro maciço e anéis carregados de pedras! Enquanto isso, dizemos aos fiéis que é pecado a ganância!

     

    Mas que disparate!

     

    Qual é o homem que pode quebrar a ligação de um filho com um pai? Qual é mesmo o poder de um homem desligar na terra o direito de ter comunhão com Deus uma família que teve que escolher entre a filha ou as vidas fruto de um estupro? Ou ainda mais, trocar a vida das três crianças por possibilidades, hipóteses, chances quase mínimas de sobrevivência de alguma parte delas?

     

    E eu digo que comungo de tudo isso? Que concordo com essa postura cega, errônea e totalmente intolerante? Onde ficam os Padres que abusam de crianças? Fale baixo! Alguém pode ouvir, não podemos manchar a igreja, coloquemos o padre herege escondido em um canto, ninguém irá saber de nada.

     

    Ah, como é arriscada essa postura! Esquecer que a Igreja tem grandes cúpulas com tetos de vidro, mas uma hora toda essa bomba pode explodir.

     

    Assumo o perigo de contestar a tudo isso, assumo o risco, ainda que sem armas tão poderosas para lutar, todavia quem há de ser contra meus pensamentos? Lembro-me de ler sobre “livre arbítrio”, e não existiam punições tão severas quando Deus era amor.

     

    Agora que Deus se tornou “figura” e que essa deve ser sobretudo respeitada e não vivida, eu grito em tom de súplica: Excomungue-me também, não quero comer desse pão! Não participarei dessa ceia, eu não concordo com essa barbárie.

     

    Pode parecer algum tipo de contestador rebelde, mas não estou rebelando uma guerra contra a Igreja, muito menos querendo criar adeptos à minha opinião.

     

    Essa é a minha indignação, e como tudo isso está aquém dos meus conceitos, eximo-me de toda essa culpa e prefiro ficar de fora dessa vergonha. Se é que existe um Deus, ele sabe que não fui culpado pela morte das crianças, a mãe delas também não o foi, e a avó o mesmo, assim como os médicos.

     

    Se alguém de toda essa história merece o julgamento justo da parte de Deus ou da Igreja, esse alguém é o padrasto dessa menina que a violentava desde os 6 anos de idade. Mas ele? A igreja deu o perdão, ora, existem crimes horríveis, mas apesar de tudo ele merece uma segunda chance, pois não atentou contra a vida.

     

    Não?

     

    Não, não, não... repugno a tudo isso, e mais uma vez volto a dizer, para que existam testemunhas que não participei, não apoio e não comungo dessa infâmia, tirem-me desse bando quando for julgar a todos.

     

    Excomunguem-me, por favor, não faço parte desse indecoro.


    Escrito por Fabio Gouvêa às 11:16
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    04/03/2009

    Vitrines

    Vitrines pobres de brinquedos comuns

     

    Eu procurava sem querer achar.

    Pode parecer hipócrita, mas foi assim a busca

    Eram como grandes prateleiras

    Ou talvez, a melhor definição seja Grandes Vitrines

     

    Estavam todos lá: suas definições, preços e funções

    Muitos dos brinquedos eram interessantes

    Alguns eram só bonitos, mas sem conteúdo

    Estava ficando enjoado, aquele lugar era maçante

     

    Então ao longe avistei o que eu procurava

    Quem sabe eu quisesse mesmo achar

    Mas não foi bom, senti pena, senti asco

    Estava frio em seu lugar, estático, sem ar

     

    Era o que eu queria, eu sabia que não podia

    Sua descrição parecia boa, contudo, mergulhado no vazio

    Olhei algumas vezes, inconformado.

    Estava lá, pra quem quisesse, exceto a mim.

     

     

    Era estranho eu não poder levar

    Qualquer outro poderia tirá-lo da prateleira

    Não que fosse alto demais pra alcançar

    Eu queria poder brincar, mas não podia

     

    Era triste ver tão de perto, tão exposto

    Tão fácil que parecia frágil

    Mas eu não podia pegar

    Eu não pude nem ao menos chegar

     

    Estava inconformado, era injusto.

    Lancei a mão sobre o bolso, tinham algumas moedas

    Mas não valia o preço, não valia o esforço

    Decidi não levar, não pensar

     

    Guardei as moedas, as lembranças e aquela visão

    Era um brinquedo legal, mas ficou comum

    Qualquer um podia tirá-lo da prateleira, da vitrine

    Foi isso que me tirou o desejo, a vontade de tê-lo

     

    Era bonito, era legal e parecia bom

    Mas o fato de qualquer um poder levar...

    Me deu a sensação que não valia tanto.

    Guardei tudo, fui embora e pensei:

    - quem sabe um dia perca o encanto


    Escrito por Fabio Gouvêa às 13:22
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