Templates da Lua - Rafael Ramos

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Prazer (pra todos nós!) Meu nome é Fabio Gouvêa, sou estudante de Arquitetura, nasci em 1988, moro no interior de SP, São José dos Campos.
Desde menor gosto de escrever, aos 14 anos escrevi um livro, já plantei uma árvore, só me falta um filho! Tenho gostos variados, por isso de um blog de variedades, curto muito pensamentos, reflexões e filosofias, por isso às vezes escrevo textos desse sentido.
Não gosto de rótulos e creio que por ter uma personalidade bem forte decidi criar o blog, afinal de contas, sou adepto à livre expressão e a divergência de opiniões. Não, eu não sou o dono da verdade! Mostre-me a sua, e se for capaz, me convença! Ponto de Vista Blog

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    28/01/2009

    Se és o Brilho

    Se és o Brilho

    Se realmente você existisse

    E se essa miragem que surpreende meu olhar

    Não fosse apenas uma miragem pra se olhar

    Talvez eu não consentisse

     

    Talvez os talvez não seriam dúvidas

    E eu não alimentasse, sem agregar, a fome que sinto

    Que sinto de ser, de saber, já que não posso ter.

     

    Se do alto de sua amplitude, com sua luz esplendorosa

    Sei que faço uso da redundância

    Mas, se do alto de sua amplitude, com sua luz esplendorosa

    Dotada de vil magnificência, existes

    Ilumina-te, aumenta-te, levanta-te sobre mesquinhas construções.

     

    Mostra-me quão grande és que

    possa enxergar além do céu que tu te banhas

    Além da luz que tu emana, de tudo que sobrepõe-se

    Não quero refutar-me a ti, já que és mais de mim

     

    Mas que imaginei ao te ver do céu

    Todavia, hoje estou no chão, hoje estou na mão

    Na mão à própria sorte, não temo mais a morte

    A morte é morrer vivo. Hoje, apenas, vivo.

     

    Peço desculpas à seu brilho, imponência e majestade

    Mas rainha, mãe das construções,

    De tão bela que és dá medo de olhar-te

    Aceite então o meu pedido de desculpas por estar tão abaixo

    Já que a ti, não irei mais refutar-me.

     

    Ia postar sobre o aniversário do Pollack, tinha outras idéias, mas vi essa foto da Catedral de Orvieto – Itália e ela me levou a escrever.

     

    Muito bonita!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 17:21
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    26/01/2009

    A música tocou

    A música tocou

     

    Dei um breve tchau, o sorriso estava estampado e largo. Era uma despedida rápida com sabor de reencontro. Despedidas nunca foram meu forte, não reajo bem à idéia de perder algo. Por definição de dicionário, despedida é um término, mas eu já decidi que não.

     

    Antes eu comandava tudo, eu jogava os dados, mesmo que fosse apenas no meu mundo. Hoje eu me jogo no mundo, os dados estão guardados, eu deixei de tentar ter o controle até sobre mim, aprendi que neuras trazem rugas, eu quero ser um velho bonito!

     

    Após o sorriso, virou-se a chave do carro, o ronco do motor estava longe, eu podia sentir a respiração, mesmo de fora, talvez porque de fato eu não estivesse de fora. Quem sabe quando se está do lado de fora?

     

    A cada dia mais tenho certeza que não sabemos de nada, e talvez esse jogo de fantoches e fantasmas seja uma mística, e de cima, Deus ri daqueles que não acreditam nele, assim como eu estava rindo, e estava indo e estava vindo. Sabe-se lá de qual dimensão.

     

    Pausa para voltar ao mundo real, ultrapassei uns dois carros, a música começa a tocar no rádio. Eu não tinha parado pra prestar atenção na letra, mas algo dizia que era um impulso à vida. Ela entrava suavemente sobre minha epiderme, é estranho dizer, mas eu sentia a música em cada parte do meu corpo, sentia nos dedos dos pés, nos fios de cabelo. Me arrepiou, parecia me dizendo para despertar, e mais do que imagino: ainda tenho um mundo em minhas mãos.

     

    Então novamente sorri, e sorri de novo. Depois de entender a letra, eu pensei que era mesmo essa minha nova trilha sonora. Eu tinha um jogo nas mãos, eu planejava como queria passar meus dias, a partir do momento que errei a jogada, perdi o controle. E muitos revolucionários “já quiseram minha cabeça em suas bandejas”.

     

    Então sorri e disse a eles: “oh, quem realmente queria ser rei?”

     

    Eu só quis querer demais, agora nada mais importa, eu só quero “viver a vida” da forma que ela me traga suas surpresas e suas sacadas insanas. A vida é pregadora de peças, eu não me atrevo a impedir seus impulsos, eu não me atrevo a dizer o que não disse e não dizer o que quero. Eu apenas respeito suas vontades, respeito de coração, agora que aprendi, agora que sei, não vale a pena criar rugas. Ela é a vida. Eu? Vivo!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 15:39
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    23/01/2009

    Fazendo amigos

    Uma forma Inusitada de fazer amigos

    Galera, passou o dia do Fusca, passou a posse do Obama e eu não postei nada! Justo esses dois assuntos que vocês sempre esperam uma posição minha, visto que meu carro e a política internacional sempre me chamam muita atenção e eu sempre comento bastante.

    Essa semana eu fiquei doente, e por motivo de força maior o blog ficou jogado! Saí ontem do hospital, e ao que tudo indica já estou melhorando! Se o rio não mudar de curso, continuaremos com a nossa programação como de costume!

    Hoje - a pedidos - vou contar sobre uma aventura que vivi no ultimo fim de semana. Aventuras pra uns, tristezas pra outros, mas creio eu, que pra tudo existe um propósito!

     

    Como você faz amigos? É fácil?

     

    Ao sair da balada, já estava bem tarde, o dia dava sinais de que estava amanhecendo. Eu andava meio sonolento, mas, por conta da lei seca, eu não tinha bebido. Estava consciente.

     

    A dirigir meu fusca 1974 mega power plus advanced correndo em uma movimentada avenida no centro da cidade, percebo que um corsa preto se aproxima (correndo mais que eu) pela lateral direita. Logo à frente existia uma curva. Sei que pode parecer estranho, mas eu tenho intuições, presságios, chamem como quiser! E ao passar do meu lado, percebi que aquele carro não faria a curva.

     

    E de fato não o fez: fora impedido pelo poste que ficava na calçada. Ouve-se então um barulho muito alto e eu vi tudo, cerca de 10m à minha frente. Eu fiquei assustado, e decidi parar meu carro para ver se poderia ajudar em algo, já imaginando que alguém pudesse estar gravemente ferido.

     

     

    Estacionei meu carro. Fui em direção ao Corsa, totalmente arrebentado no poste, quando de repente para meu espanto saíram do carro o condutor e o carona. Ilesos, sem nenhum arranhão, transtornados.

     

    O motorista era o Eduardo, Dudu. Era engraçado como ele andava, eu nunca tinha visto alguém assim: um paço pra frente, três pra traz e às vezes umas jogadas de lado tipo cambaleia-mais-não-cai. Logo após verem o estrago, para um táxi e descem os passageiros (mais gente solidária).

     

    O nome da recém chegada: Priscila.

     

    - O que houve? - indagou a Priscila

    - Eles não fizeram a curva - respondi

    - Como é o nome dele?

    - Não sei!! - Respondi

    - Como não? - perguntou ela com cara de espanto

    - Eu não estava com eles.

     

    Ela pensou que eu estava com eles, depois de entendida a bagunça, tinham 4 pessoas pra ajudar e duas a serem ajudadas. Estávamos eu, Priscila, a amiga dela e o taxista.

     

    O 'Dudu' era o motorista, mas o carro era do seu irmão e ele não sabia qual era a seguradora. Ele tentou ligar para a casa dele do celular da Priscila, mas ele também não conseguia lembrar o número. Relembrando, parece ficar engraçado, mas no dia foi bem trash.

     

    Depois de muita água que rolou por essa ponte (eita que rolou água pra caramba, se não fosse a Pri consolar os marmanjos) acabou tudo bem.

     

    Na verdade, eu e Priscila acabamos descobrindo que somos meio doidos e que qualquer situação é uma oportunidade para se fazer amigos. E de fato foi! Combinei de ver a Priscila domingo a noite (dia seguinte) fomos ao shopping com mais uns amigos meus. Esse fim de semana tem churrasco na casa do Lucas (o garoto que estava com o Dudu) e toda a galera vai se ver de novo.

     

    Devemos levar a sério pessoas que fazem amigos em batidas de carro altas horas da madruga - bêbados? Não, não devemos mesmo! A verdade que como bons oportunistas que somos, não é apenas em acidentes que fazemos amigos, não se espante se nos verem em velórios querendo combinar algo pra mais tarde!

     

    Enfim, tem uma música pra semana, pro "grupo do bode" (desculpem pessoal, tive que intitular vocês assim!).

     

    Que bom que o Saturno já retornou! E que os anjos venham saudar a vocês também!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 10:59
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    15/01/2009

    Dia dos Adultos

    15 de Janeiro: dia dos adultos

     

    Não vou fazer filosofia de boteco, por outro lado, boteco é lugar pra adultos, e se hoje é dia dos adultos, nada melhor que um lugar de gente grande para conversarmos sobre.

     

    Primeiramente puxe sua cadeira e me diga o que faz de você um adulto para que possa adentrar esse ambiente. Garçom, trás dois chop's, por favor!

     

     

    - Eu ouvi dizer que adultos são aqueles que já atingiram a maioridade, ou talvez aqueles que se tornaram independentes de seus pais. Mas há quem fale que adultos são aqueles que são capazes de regerem suas vidas conforme seus próprios valores e tomar decisões.

     

    Ele estava entusiasmado, eu ouvia atentamente o seu discurso de recém adulto, digo isso porque durante toda vida você será um recém adulto. Talvez alguém possa discordar disso, e alegar que a velhice é um próximo estágio de adulto, contudo, os velhos nada mais são do que crianças "adultalizadas" e cansadas de viver a fase adulta.

     

    - Me sinto forte como nunca! Comprei um carro, sai da casa dos meus pais, estou contente! Sustento-me, tenho a vida que sempre quis e de quebra, faço tudo que eu quero.

     

    Ser adulto creio eu, não é fazer apenas o que quer e sim, fazer o que nos é permitido, haja visto que vivemos em uma sociedade e as regras são impostas externamente.

     

    Ouve-se então um barulho no bar, eram os tilintares dos talheres caindo ao chão junto com o prato e uma caneca de chop. Estávamos há mais de cinco horas no bar e ele não parou de beber. O motivo? Ele era adulto, mas não sabia tomar decisões, e naquele dia soube que estava sendo traído pela esposa. Apesar desse choque, ele também não soube parar de beber e embriagou-se.

     

    Ele deixou de ser adulto por algumas horas, ele não sabia agir e muito menos reagir. Confesso que ela não foi adulta, ao cadastrar-se em sites de relacionamento estando em um relacionamento. Eu acho que quem já tem um relacionamento não deve procurar outro, mas quem disse que pra ser adulto tem que ter respeito?

     

     

    Não tem mesmo! E hoje em dia isso é muito comum. Eu sabia desse cadastro dela, mas nunca falei nada, o engraçado é que ela não gostava muito de mim, mas veja só! Denegria minha imagem e ela procurava o que não tinha perdido.

     

    Tratamos de arrumar a bagunça, iríamos de taxi, não é adulto dirigir bêbado.

     

    Desculpem leitores, não existe "fase" adulta, enganei a todos vocês e isso é mais um indício de que nunca deixamos de ser crianças. Na verdade temos picos de adultos, mas sempre existe um lado infantil que teima em aparecer!

     

    Um feliz dia dos adultos, e não deixe que morra em você a criança que existe ai dentro!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 14:35
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    12/01/2009

    A vida em cenas

     Muito tempo sem postar aqui galera

     

     

    Tive um tempo de recolhimento, como fazem as lagartas pra virarem borboletas. Não que eu vá virar uma borboleta, mas decidi voar, o que uma lagarta não consegue.

     

    Tinha tantos assuntos que eu gostaria de postar, mas hoje vou falar algumas coisas de um bate-papo que tive com a minha mãe - mulher muito sábia essa - que me disse algumas coisas que me levaram a refletir e até filosofar.

    Às vezes me pergunto se a faculdade que minha mãe se formou é mesmo normal, ela tem uns lados meio filosóficos, antropólogos, no mínimo estranhos!

    Ela me contava sobre pessoas e sobre mundo. Ela me disse que existem pessoas que em determinado momento de suas vidas têm que sair de cena. Apesar do tamanho do mundo, dependendo de como a pessoa toca sua vida, uma hora ela fica sem espaço no mundo e ela tem que sair de cena. Ela não faz diferença alguma no mundo, em nenhuma cadeia, em nenhuma sociedade, ela é apenas um ponto nulo no meio de tudo isso.

    E isso é pesado.

     

    É pesado ver que pessoas, com 15, 20, 50, sabe se lá quantos anos, tem que sair de cena por mais jovens que sejam. A única saída delas é fechar as cortinas do palco e dar tchau a todo um teatro sem sucesso.

     

    Confuso? Não. Existem pessoas que chegam aos 20, não diferente de algumas aos 50, que não tem nada construído, nenhuma perspectiva de vida. Na verdade essas pessoas têm todo um histórico de culpa (salvas as exceções), que levaram suas vidas sem se preocupar em consolidar nada. Não fizeram nada! Não somaram nada! Não são nada e o mundo pede: acabou, aqui não tem mais espaço!

     

    Enfim, estou voando mais, precisei apanhar um pouco para crescer, tentar mudar, e isso não é fácil, não significa que hoje sou a melhor pessoa do mundo. Mas que aprendi a controlar os meus impulsos, a olhar a vida como um plano, e fixar esses olhares no horizonte. É assim que funciona todo esse ciclo: crescimento, crescimento e crescimento.

     

    Sei que após esse tempo de recolhimento estou mais feliz comigo mesmo, algumas coisas foram repensadas e decidi que não quero ser um ponto nulo, logo, tenho muito trabalho pela frente, e um dia deixarei minha marca para que se lembrem de quem eu fui.

     

    Extras

    Parabéns à Bianca Gouvêa (minha irmã)!!

    Ingressante do curso de Medicina pela UNIGRANRIO

    1ª colocada no vestibular de Fisioterapia da PUC.

    Estamos orgulhosos de você!

     

    Rafa: são fases... to contigo!


    Escrito por Fabio Gouvêa às 15:15
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